Minhas músicas
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Um grande abraço a todos!
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Camada fina de metal sobre o espelho, transpiração, inversões, excessos, pequenos descontroles, incontinência existencial.
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Eu vivo de me lembrar. Não por sofrimento, mas, digamos, para ter os olhos mais acesos.
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Bem, se o sol é forte em ti e a lua é débil, melhor ser do dia. Passe a dormir mais cedo e a ler de manhã. Olhe nos olhos do alvorecer, cuspa na cara da noite. Sim, pois tudo pode falhar, exceto o processo de escolha.
Atuem no que for preciso nutrir, para que o ânimo seja suficiente. Cavar um poço não é mole. Há de se ter braço, muito braço, e sabedoria para escolher o lugar certo. Abundância, poço, China... Talentos, só é necessário sentir o hálito-furacão de seus teores. Só isso e mais nada.
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O corpo de Antonia é um tabu. Apesar do ritual de cortar beiço, do teste do talquinho, das três camas e uma cortina, da pele negra, cabocla, do cheiro latino, magnético sol de áries, oriente, fotogenia, peladeza em praia caribenha... Antonia rodou, pintou o sete e o quatro, e seu corpo permaneceu tabu.
Entre os índios: “me pinta, sou cerâmica!” Era sonho de Antonia, a correr com um vestido transparente e sem calcinha, pelo meio de tribos, de oca em oca, pedindo uma pincelada. Queria mesmo ser borrada de tinta, com critério, ser peça artesanal saída do barro ou da argila. Foi bater nas mãos de Anori, coisa da semana passada. O rapaz a pegou sem jeito, no meio da rampa, depois de todo o vinho e todo o queijo. Nem sinal do sonho. Nem o pelo menos, quando nada. A rampa Antonia subia todo dia. Aula sim, aula não, subia. Gostava da faculdade até por isso – ia de rampa e não de elevador. Foi-se embora o tracajá, veio nova vinholada, e desta vez deu pinta um tal de Carama, com ares de esperteza, de que tudo sabe, cuspia melanina de tão reluzente. Carama negão. Deu os primeiros acordes de seu samba, não sabia tanto assim, arranhou um pouco. Confundiu os seios de Antonia, da magrelinha, com algodão e quis colhê-los. Mas era simplesmente uma taça de desejo querendo se libertar da areia preta e do arco-íris cor de sangue. Sim, melodia, cantaste e Antonia ouviste. Havia ali também uma matemática, cheia de incógnitas e ao mesmo tempo rasa. A maestria, Antonia e seus dedos varetas, de regência sinfônica bitolada. Música, Antonia, música! Carama tinha o cheiro dele. Agradava muito. Abraçava-a com ternura e força, desejo incontrolável de arrancar algo sem ferir. Apertava a própria face para dizer, não sem sofrimento, o seu prazer eterno, insano. Declarou alegria como se faz com as guerras. Ali, naquela mesma rampa, com outro vinho. Tinha medo, tinha modos, uma vontade e várias submissões diante daquele corpo. Um corpo tabu. Um corpo tábua. Tabuada.Marcadores: Canções, Histórias e invenções, Pequenos descontroles
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Essa proteção voluntária preserva todos da solidão, lógico. Uma premissa imperial que amarra as afetividades, mantém unida a trupe de miseráveis. Assim, fulano passa a ser amigo de sicrano porque o elogiou na semana passada, apesar de ambos não saírem do território da reserva. Os abraços são desfeitos logo após a primeira rusga mais séria, normalmente aquela que compromete a imagem de uma das partes. Mas isso seria em último caso, à roda de sócios não convém ficar quadrada.
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