Boneco Dim
É isso aí meus caros, usar a cabeça para manter o equilíbrio neste mundo revirado. E sem perder o colorido!
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Toda alma é uma melodia que deve ser renovada.
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Sua próxima tentativa foi abraçar as paredes de casa. Ficou meses em busca de um jeito. Primeiramente, esticou os braços, depois o corpo inteiro, tudo bastante inútil. Comeu demais, engordou um pouco, afastou alguns objetos. As paredes ali, paradas em sua função. Descobriu, então, uma técnica especial para derretê-las. Moles e mornas, poderia abraçá-las. E assim foi feito. Este homem passou a ter o peito repleto de felicidade, porque agora poderia viver com paredes derretidas em seus braços.
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Na probabilidade está o fascínio pela sorte, que gera o gosto pelo risco. Arriscar-se traduz um imenso desejo por sorte. A exposição ao perigo traz, ao menos no plano mental, o sofrimento como resultado mais provável. Em um exemplo rude, trepar sem camisinha é correr o risco de se contaminar; por outro lado não há certeza de contaminação e muitos se arriscam contando com a sorte. Existem também formas mais brandas de experiência acerca do provável como, por exemplo, jogar na loteria. Apostar na mega-sena, ganhando-se ou não o prêmio, não acarreta nenhum tipo de insegurança para o apostador. Talvez porque o bilhete milionário represente a sorte grande, e o perigo guarde relação com sortes nanicas.
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Todos os objetos que aparecem são pessoais e o sangue mais parece a intimidade que escorre. Um dos pedaços de pano mostra o seu rosto abortando angústias medonhas. Ao lado, o sangue pinta frustrações no tecido e logo após cristaliza. Ela recebe o olhar do público como uma compensação, já que não pode doar sangue por pesar menos de 50 quilos. Mostra-se assim não sem receios, mas confia que suas apresentações a deixam mais e mais saudável.
No ato, ela mistura o líquido vermelho com água para amolecê-lo e obter mais consistência. Daí detona um traçado firme e impulsivo, em linhas sinuosas ou retas, transfigurando o rosto estampado nas estopas. Ela se faz santa e diaba sem intenções, apenas entra e fica à vontade. Em questão de poucos minutos, seu sangue muda de cor, escurece e se aproxima do marrom. Seca.
Antes de decidir se expor, ela fez tudinho em casa. Prestou atenção no cheiro, tinha medo de dar bicho. Sim, medo de ser podre, de todos perceberem, de ser denunciada pelas moscas. Mas os olhos da platéia querem mais é se perfumar com a beleza de sua entrega. No meio do povo, alguém ousa filmar a sua apresentação. Ela já é desinibida, não se importa. Algumas semanas depois, o moço a encontra no mesmo lugar onde tudo aconteceu. Miram-se e cumprimentam-se com timidez. Ele tira uma fita da bolsa e a presenteia. Era a santa, a diaba e quem mais coubesse prolongando o seu momento. Era a memória de sua exibição.
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Dinheiro é coisa que não encontra reinado em minha alma. Não se trata de recusa ou desfeita daquilo que, quando não existe, mata os prazeres mais simples e os desejos mais bobos. Já houve época, por exemplo, que não tinha nem uma moedinha para comprar um picolé. Mas nem por isso foi desperta em mim a vontade de possuir dinheiro abundantemente. Aliás, de certo modo, achava essa escassez um tanto divertida. Estranhamente divertida. Era o momento em que minhas angústias se desfaziam porque se revelavam absolutamente inúteis.
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