quarta-feira, janeiro 24, 2007

Marchemos! Que o Tempo Cospe Balas...

Um dos meus poetas preferidos é Vladimir Maiakóvski. E tem um poema dele, dentre tantos outros, que embora seja trágico eu acho maravilhoso. Chama-se A Sierguéi Iessiênin, homenagem ao poeta russo homônimo da mesma geração de Maikóvski.

O poema em questão é uma réplica a Último Poema de Iessiênin, escrito por Sierguéi em 1925 no momento em que cortava os pulsos em um quarto de hotel em Leningrado, hoje São Petersburgo. Como pano de fundo, a Revolução Russa.

Cinco anos depois, Maiakóvski também se matou com um tiro no peito. O autor influenciou toda a poesia russa moderna, com seus épicos e sátiras marcantes. Escreveu ainda ensaios, artigos, peças de teatro e roteiros para cinema.

Abaixo, os poemas. O de Maiakóvski está como link porque foi o único modo de respeitar a formatação original.
Último Poema de Iessiênin

Até logo, até logo, companheiro,
Guardo-te no meu peito e te asseguro:
O nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro no futuro.
Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.

(Tradução de Augusto de Campos)

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2 Comentários:

Às 5:51 PM , Blogger Aquarela disse...

Encontrei vida e morte sempre juntas e parceiras

 
Às 8:55 AM , Blogger Jana disse...

Os melhores poemas pra mim são so trágicos!

Beijos

 

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