quarta-feira, dezembro 06, 2006

Short Song

Primeiro você entope a minha cabeça com cachaças e brios. E entre nós acontece uma conversa ensolarada, sem comentários de raspão. É um papo nitro.

Depois, seguimos mancos até a varanda, olhamos para o beija-flor que se salienta e para o horizonte que nunca se esconde de nós. Vemos que o azul é amplo e que a amplitude é só um começo. Então, há espaço para um abraço doloroso, cheio de reconhecimentos inúteis. São gestos do incômodo.

A seguir, os dias se libertam. E soltos avançam para bem longe de nossa paramimia. E nos convidam a sair em meio às árvores que nos cercam. Um sorriso retorna. E depois outro e outro... O corpo não é mais motivo de constrangimento. E a fuga não é mais vista com simpatia. Voltamos a reinar. Cada traço do desenho em si é uma grande arquitetura: um lugar de afetos lambidos e de amores vadios.

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2 Comentários:

Às 3:41 PM , Anonymous Elida Franco disse...

Que doce tontura este texto. Belíssimo! Parabéns

 
Às 5:40 AM , Blogger Jane Malaquias disse...

Quero te lamber delício.

 

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